Todo mundo sabe que os americanos são campeões em abertura de processo. Qualquer coisa é motivo. Vejam agora essa novidade na área de informática.

Em ação judicial aberta anteontem (31/01), John Kiel Patterson acusa a Apple Computer de produzir produtos defeituosos que danificam o sistema auditivo dos usuários, especificamente de usuários de iPods. O reclamante espera obter status de ação de classe para sua queixa, ou seja, em benefício de todos os usuários.

De acordo com informações da agência de notícias Associated Press, Patterson alega em sua ação que o iPod "tem projeto inerentemente defeituoso e não é suficientemente adornado com avisos adequados concernentes à probabilidade de perda de audição".

A AP diz ainda que, segundo o advogado de Patterson, Steve Berman, seu cliente não sabe se o aparelho prejudicou sua audição, mas essa é uma questão periférica na ação, que concentra-se no potencial que o iPod tem de causar perdas auditivas irreparáveis.

A Apple distribui com o iPod um aviso dizendo que "perda auditiva permanente pode ocorrer se os fones de ouvido forem usados em alto volume", informa a AP. Segundo a agência, a empresa de Steve Jobs foi forçada a retirar o iPod das prateleiras de lojas na França e a atualizar o software do aparelho para limitar o som a 100 decibéis, mas não seguiu essa determinação nos EUA, de acordo com a ação judicial.

A AP diz também que, segundo a ação, os fones distribuídos com o iPod contribuem com a perda auditiva induzida por ruído porque não diluem o som que entra no ouvido e ficam muito próximos do canal auditivo quando comparados a outras fontes sonoras.

Internautas em fóruns e grupos dizem que sua ação é tão frívola quanto a do cliente do McDonalds que processou a rede por ter-se queimado com café quente que ele mesmo derramou sobre si e perguntam-se por que Patterson acha mais fácil processar a Apple do que aprender a baixar o volume.

Me poupe…

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