Ainda não tenho Sky. Mas como informação nunca é demais, achei importante essa entrevista que encontrei na internet. O entrevistado é o futuro presidente da DirectTV/Sky, Luiz Eduardo Batista.
A informação mais importante que considerei é a de que ninguém terá custos com essa migração.
Veja abaixo as melhores partes dessa entrevista, editada por mim.

1) O satélite a ser usado na nova empresa será o da Sky, bem como a plataforma tecnológica. A avaliação é que o sistema Sky é mais moderno e menos custoso em termos de manutenção que o da DirecTV. A qualidade de imagem da Sky também é superior. As transmissões terão como sede Tamboré, na Grande SP, onde já está instalada sede da DirecTV. Até a troca definitiva, que ocorrerá em até um ano após a fusão, os dois satélites seguirão funcionando normalmente, como ocorre hoje.

2) Os 400 mil assinantes da DirecTV terão, sim, de trocar seus aparelhos decodificadores. A troca de todos os assinantes deverá durar cerca de um ano após a fusão. Segundo Baptista, a capacidade de atendimento é em torno de 50 mil domicílios/mês. Os aparelhos já foram encomendados, declara.

3) Hoje a maior diferença entre as operadoras é que o assinante Sky é obrigado a comprar o aparelho, enquanto o da DirecTV o tem por comodato (empréstimo). Ou seja, não paga nada por ele. O novo sistema, diz Baptista, será o de comodato.

Nesse caso, é justo pensar que muitos assinantes da Sky se sentirão prejudicados, porque dirão que gastaram para adquirir um aparelho que agora está sendo "distribuído" gratuitamente. Como será a reação a isso, não se sabe. Um caminho seria "descontar" o custo do aparelho nas parcelas mensais do pacote do assinante. Por outro lado, a compra do aparelho já fez parte de um contrato (um instrumento jurídico perfeito e já ocorrido), de forma que, juridicamente, a nova empresa dificilmente será obrigada a ceder tal benefício. Mas sempre é possível uma negociação.

4) Além da troca de aparelho, as antenas dos 400 mil assinantes da DirecTV terão de ser redirecionadas. Segundo Luiz Baptista, o trabalho dos técnicos para trocar um aparelho e redirecionar uma antena demorará em torno de 30 minutos. Podem ocorrer problemas isolados, admite ele. Algumas regiões poderão ter problemas na hora de sintonizar o novo satélite. Por exemplo: locais que hoje captam muito bem a DirecTV podem não captar também o sinal da Sky. "Mas esse número deve ser ínfimo em relação ao universo de assinantes", afirma o executivo.

5) Os pacotes atuais de programação serão mantidos para os assinantes das duas operadoras. Ou seja, quem quiser continuar recebendo a programação atual, sem mudar nada, pode continuar. Afinal, uma das premissas para aprovação por parte do Cade é que o consumidor possa manter seu contrato atual, seu pacote atual, sem qualquer ônus, até pelo menos o vencimento. Após o vencimento, é lógico supor que haverá novos pacotes já integrados entre as atuais operadoras. O custo disso em relação aos preços atuais ainda é uma incógnita.

6) No entanto, enquanto a fusão estiver ocorrendo, serão oferecidos novos pacotes, ou então poderão ser feitas trocas "intra-pacotes". Por exemplo, o atual assinante da DirecTV pode querer receber os canais Globosat, como Globonews, GNT e Multishow. Nesse caso, terá de pagar um extra. O mesmo ocorre com o assinante Sky, que pode querer os canais Animax ou Disney ou Vênus, por exemplo. Nesses casos, haverá custo adicional.

7) O hoje criticadíssimo atendimento ao consumidor feito pela Sky será integralmente substituído pelo sistema DirecTV, garante Luiz Baptista. A DirecTV foi premiada nos últimos três anos como uma das empresas que melhor atendem seus clientes no país. Segundo o presidente, há condições de aumentar "imediatamente" a plataforma atual de atendimento da DirecTV dos atuais 400 mil para 900 mil assinantes. Em um ano (prazo para completar a fusão) seria possível atingir os 1,5 milhão de assinantes.

8) A transmissão de canais abertos na nova plataforma ainda depende de negociações isoladas, mas sabe-se que o SBT continuará não sendo transmitido por ninguém. Silvio Santos não autoriza redistribuição do sinal de sua emissora por ninguém.

Cabe relembrar que todas essas informações e "promessas" estão sendo fornecidas pelo principal executivo de uma empresa que agregará 1,5 milhão de assinantes, ou cerca de cinco milhões de pessoas.

Se as promessas não se realizarem, ou houver insatisfação, os consumidores terão direito de pedir o cancelamento do serviço, ou ingressar com ações junto ao Procon ou outros órgãos de defesa econômica ou mesmo o Judiciário.

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Está previsto que até maio todas as aprovações necessárias estarão aceitas diante os órgãos responsáveis.A fusão já recebeu ‘ok’ da Anatel e agora aguarda aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

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