Antes de comentar sobre esse filme, fico um pouco frustado não ter comentado sobre tantos outros que passaram nos cinemas nos últimos 3 meses. Depois de tantos "problemas" que tive com esse blog (relativo a visitação e baixa estima) resolvi mais uma vez voltar a escrever sobres os filmes que assisto. Percebo que essa "crise existencial" só serve para atrapalhar um dos grandes prazeres que tenho. Escrever.

Semana passada fui conferir Click. Estrelado por Adam Sandler, resolvi assistir esse filme embalado no trailler muito engraçado e no tema que garantiria certamente boas gargalhadas. Só fiquei me perguntando porque uma comédia duraria mais de duas horas. Fiquei preocupado…

Adam Sandler, que faz Michael Newman, um arquiteto workaholic que tem dificuldade em dividir seu tempo entre a família e o trabalho. Cansado de ter um controle remoto para cada eletrodoméstico da casa, Michael vai parar em um setor escondido de uma grande loja de departamentos, em busca de um “controle remoto universal que pudesse facilitar sua vida”. O problema é que o pedido foi atendido ao pé da letra, por um vendedor esquisitão, com pinta de inventor maluco, interpretado por Cristopher Walken.

O filme mostra o que acontece quando as funções conhecidas de um controle remoto de repente começam a funcionar para qualquer coisa. Michael se diverte explorando os poderes do novo brinquedo, nos mesmos moldes da comédia “Todo Poderoso”: abaixa o volume dos latidos do cachorro, revê trechos de sua vida esquecidos na memória e divididos em capítulos (e com comentários), muda suas cores e ganha um bronzeado, vê mulheres fazendo ginástica em slow motion e congela o tempo para espancar seu chefe. Isso é o que você assiste basicamente no trailer.

Antes de mais nada, para assistir uma comédia é preciso você esquecer a diferença do que é possível e do que é impossível. Quando você consegue entrar no mundo do filme, tudo fica mais divertido. No entanto, o que mais gostei de Click é que ele também aborda as conseqüências dessa facilidade. E aí é que está o motivo do filme ter 125 minutos. Não se trata apenas de uma comédia descompromissada. É uma comédia que do meio para fim tenta acordar as pessoas para dar valor a coisas mais simples, que não vou comentar o que é. Perde a graça.

Nesse ponto, Click deixa de ser comédia e faz o espectador partir para a reflexão. Achei a fórmula muito boa. Só é uma pena a crítica nacional ter feito má crítica do filme. Mas… críticos foram feitos apenas para você assistir ao que eles querem.

Se você quiser assistir uma comédia com causa e consequência, esse é o filme. Mas se você gosta apenas de rir e não quer perder tempo com reflexões, pense duas vezes.

PS: A trilha sonora é muito boa.

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Para saber mais:

Clique aqui e confira o trailler.

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